Ambulantes e barraqueiros de praia fazem protesto em Porto de Galinhas para retomar atividade na pandemia

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Manifestação ocorreu na manhã deste sábado (1º) em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Categoria diz estar pronta para voltar a trabalhar, mas governo estadual não liberou. Ambulantes e barraqueiros fazem protesto em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco
Nando de Santa Rosa/Divulgação
Ambulantes e barraqueiros das praias de Serrambi, Maracaípe, Porto de Galinhas, Muro Alto e do Cupe fizeram um protesto na manhã deste sábado (1º) em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Reunidos em Porto, eles reivindicaram a reabertura do comércio de praia, após mais de quatro meses com as barracas fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus.
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A manifestação teve início às 8h30 e foi encerrada às 10h. Segundo Everlando José, que tem uma barraca na Praia de Porto de Galinhas e participou da organização do ato, a categoria solicita ao governo do estado a retomada das atividades ou a definição de uma data para isso acontecer.
“Estamos prontos para voltar a trabalhar e vamos seguir todas as recomendações das autoridades de saúde. Estamos numa situação muito delicada. Somos mais de 700 ambulantes na orla de Porto de Galinhas, em mais de 115 barracas de praia, parados há mais de quatro meses”, disse ao G1.
Ainda de acordo com ele, a categoria tinha a expectativa de voltar ao trabalho no dia 20 de julho, junto com a reabertura de bares e restaurantes, mas o governo de Pernambuco não liberou a retomada do comércio de praia.
“A prefeitura solicitou a retomada, mas o governador não autorizou. Nossa reivindicação é que o governo reveja isso porque a Prefeitura de Ipojuca já apresentou o protocolo de reabertura do comércio de praia em Ipojuca, ofereceu curso de capacitação de manipulação de alimentos para ambulantes que trabalham com barraca de praia”, afirmou.
Everlando contou, ainda, o quão difícil tem sido este período da pandemia. “Tem sido muito difícil sem poder trabalhar. Cada barraca de praia trabalha com 15 pessoas. A prefeitura fez um socorro emergencial, que beneficia 4 mil trabalhadores informais na faixa de areia, com um auxílio de R$ 500 mensais. A gente agradece essa ajuda, mas queremos voltar a trabalhar”, declarou.
O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Ipojuca e com o governo de Pernambuco, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
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Ao todo, 84 jangadeiros estão cadastrados para trabalhar na praia, no Centro de Porto de Galinhas. No entanto, eles vão ter que se revezar em grupos de 20 jangadas, por dia, para fazer os passeios. Isso faz parte de uma estratégia adotada pela Associação dos Jangadeiros para tentar uma retomada segura das atividades.
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