Julho registra 63% dos casos e 57% das mortes por Covid-19 nas regiões de Campinas e Piracicaba

0
4


Do total de 60.270 mil confirmações da doença, 38.122 aconteceram no mês, que também acumula 1.109 dos 1.940 óbitos. Dados incluem as 49 cidades da área de cobertura da EPTV. Covid-19: julho tem 63% dos casos e 57% das mortes nas regiões de Campinas e Piracicaba
O mês de julho registrou 63% dos casos de Covid-19 e 57% das mortes ocorridas por complicações da doença nas regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP). Do total de 60.270 mil diagnósticos positivos para o novo coronavírus, 38.122 aconteceram no mês, que também acumula 1.109 dos 1.940 óbitos. Veja o crescimento no gráfico abaixo.
Os dados são referentes às 49 cidades da área de cobertura da EPTV, afiliada da TV Globo. Veja abaixo os números de casos e mortes computados mês a mês desde o dia 23 de março, quando o primeiro diagnóstico positivo foi confirmado na região:
Crescimento supera média estadual
O aumento no número de casos e mortes por Covid-19 em julho, em ambas as regiões, também supera a média estadual. Enquanto a quantidade de diagnósticos positivos subiu 92% no estado de São Paulo no período, as 49 cidades juntas registraram um salto de 171%.
O mesmo cenário acontece no índice de mortes. No estado, elas subiram 56%; nas regiões de Campinas e Piracicaba, o aumento foi de 133%. Com isso, as 49 cidades passaram a concentrar 11% dos casos e 8,4% dos óbitos do estado.
Veja os números
Estado de São Paulo
Total de casos em junho: 281.380 mil casos e 14.763 mortes;
Total de casos em julho: 542.304 casos e 22.997.
Regiões de Campinas e Piracicaba
Total de casos em junho: 22.142 casos e 831 mortes;
Total de casos em julho: 60.270 casos e 1940 mortes.
O que explica o aumento?
De acordo com a médica infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raquel Stucchi, o baixo índice de isolamento social e os diferentes critérios de flexibilização do comércio nas cidades geraram o aumento no número de casos e mortes.
“Os números mostram que nós tivemos uma taxa bem ruim de isolamento social. Além disso, nós tivemos critérios de flexibilização muito diferentes nas cidades da região, e as pessoas passam a circular em busca de locais onde o comércio já está mais flexibilizado. Isso aumenta ainda mais a circulação do vírus”, explica.
População se aglomera em corredor comercial no Centro de Campinas
Reprodução/EPTV
O que esperar do mês de agosto?
Raquel estima que as regiões de Campinas e Piracicaba devem começar o mês de agosto com uma curva estável. A situação, porém, ainda tem um detalhe que gera preocupação.
“Nós estamos em um platô alto, e é isso que preocupa. Nós temos uma circulação grande do vírus e um número ainda muito grande de pessoas acometidas”, lembra.
‘Medo do que pode acontecer’
A enfermeira de Piracicaba Melissa Ercolin foi contaminada pelo novo coronavírus em julho. A profissional, que cumpriu os 14 dias de isolamento social recomendado aos doentes e já é considerada curada pelos médicos, relata o sentimento que teve durante o período.
“É um sentimento inexplicável, porque a gente tem medo do que pode vir a acontecer quando se adquire essa doença [Covid-19]. […] Quando a gente tem saúde, a gente tem como correr atrás do que a gente quer, cuidar da nossa família. Quando a gente vai para uma cama, tudo isso pode acabar em um instante por causa dessa doença”, diz.
Melissa é enfermeira e se recuperou após contrair a Covid-19
Reprodução/EPTV
Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara
G1
Initial plugin text
Veja mais notícias da região no G1 Campinas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui