Cartilha da Polícia Civil com principais golpes aplicados na região de Presidente Prudente vira aplicativo


Ferramenta digital ‘Golpe? Tô fora!’ foi lançada nesta sexta-feira (4). Somente no primeiro semestre deste ano foram registrados 366 casos de estelionato na maior cidade do Oeste Paulista. Aplicativo ‘Golpe? Tô fora!’, Polícia Civil, já está disponível nas lojas de aplicativos
Bill Paschoalotto/TV Fronteira
A Polícia Civil lançou o aplicativo “Golpe? Tô fora!” nesta sexta-feira (4), na sede da Central de Polícia Judiciária (CPJ), em Presidente Prudente. A ferramenta digital é uma adaptação da cartilha que leva o mesmo nome e traz informações sobre modalidades de golpes, orientações preventivas e o procedimento a ser adotado caso alguém seja vítima. Somente em Presidente Prudente, segundo a corporação, foram registrados 366 ocorrências de estelionato.
A cartilha foi lançada no primeiro semestre deste ano com um resumo dos principais golpes registrados na região, como o do bilhete premiado, o do falso sequestro, o do parente com o carro quebrado, o do WhastApp clonado e o do falso namorado, entre outros. Contudo, com o início da pandemia da Covid-19, houve uma atualização com os casos específicos envolvendo o novo coronavírus.
O material foi distribuído de forma gratuita e podia ser acessado como um documento em dispositivos eletrônicos ou ser impresso.
A idealizadora do projeto é a investigadora de polícia Bárbara Camapum. Ela relatou ao G1 que a cartilha teve uma boa aceitação.
“Eu tive uma resposta muito boa sobre a cartilha, tanto das pessoas, quanto dos órgãos públicos daqui e de outros Estados. Nosso objetivo é trabalhar com a prevenção e tem dado certo. Por causa dessa boa aceitação que eu decidi fazer o aplicativo para também ter um alcance maior”, explicou.
Estelionato
De acordo com dados da Polícia Civil, de janeiro a julho deste ano, foram registrados 366 ocorrências de estelionato. Já em 2019, a quantidade foi de 583. Ou seja, uma redução de 37%.
Modalidade de estelionato em Presidente Prudente – janeiro a julho de 2020
Sobre essa redução, a investigadora enfatizou que a população está mais atenta com a ação dos golpistas e mais informada, seja pela cartilha ou pela mídia. Durante a quarentena, não houve um aumento no números de casos e os golpes continuam os mesmos.
“Só tem a mudança na ‘desculpa’ para que a vítima passe o código para que o WhatsApp seja clonado, como, por exemplo, a falsa pesquisa e o envio do código para validação. As pessoas estão mais em casa e com mais acesso à informação. Nós criamos a cartilha e a mídia, seja por site, televisão, rádio ou imprenso, tem divulgado esses golpes e trazido informações dos agentes da segurança pública para dar orientações. Isso tudo tem ajudado na diminuição”, pontuou.
Ela também destacou que, na maioria das vezes, o público-alvo dos golpistas continua sendo os idosos.
“Muitas vezes, as vítimas são pessoas de boa-fé, principalmente, os idosos que esquecem muito fácil e precisando de muita repetição para fixar as informações. Tem também quem se sente seduzido pelas propostas, como o golpe do bilhete premiado”, falou Bárbara ao G1.
O aplicativo já está disponível nas lojas de aplicativos.
Investigadora de polícia Bárbara Camapum, da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Prudente, é a idealizadora do material
Bill Paschoalotto/TV Fronteira
Aplicativo ‘Golpe? Tô fora!’ já está disponível nas lojas de aplicativo
Bill Paschoalotto/TV Fronteira
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